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segunda-feira, 25 de abril de 2011
domingo, 20 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Requalificação da Torre do Relógio de Monsaraz
As obras de requalificação da Torre do Relógio, monumento construído em finais do século XVII ou início do século XVIII na vila medieval de Monsaraz, vão ser apresentadas ao público no dia 5 de Março, pelas 15:00 horas, na Igreja de Santiago. A sessão de esclarecimento e informação técnica da obra vai ser promovida pelo Município de Reguengos de Monsaraz e pela empresa que vai desenvolver os trabalhos, a Monumenta – Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Lda. A empreitada de “Recuperação de Imóveis em Monsaraz – Torre do Relógio”, no valor de quase 89 mil euros, foi candidatada ao “Eixo 2 – Desenvolvimento Urbano - Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação” e será comparticipada em 80 por cento pelos fundos comunitários. O prazo de execução da obra é de três meses.
De acordo com o historiador de arte Túlio Espanca, a Torre do Relógio de Monsaraz é uma obra edificada durante o reinado de D. Pedro II, concebida em dois andares, com tecto de nervuras simples que termina em cúpula piramidal. Conserva ainda um sino de bronze que foi fundido na Couraça do Poço d’el Rei, no dia 2 de Maio de 1692, pelos artistas estrangeiros Diogo de Aballe e Domingos de Lastra.
Embora a torre não esteja em risco imediato de ruína, considera-se essencial a realização de uma intervenção que interrompa o processo de degradação em que se encontra. Assim, serão efectuados trabalhos de recuperação e conservação dos pisos, das zonas do sino e do topo da torre, incluindo reposição de elementos de tijolo, partidos ou em falta. A recuperação incidirá também no tratamento geral de juntas, rebocos e caiações, reparação dos suportes do sino e do cabeçote de madeira, da escada de acesso exterior e do muro adjacente, assim como da porta de entrada da torre.
José Calixto, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, considera “muito importante recuperar e conservar a Torre do Relógio, pois trata-se de um dos monumentos mais notáveis de Monsaraz e que merece ter a dignidade da sua história de mais de três séculos”. O autarca afirma ainda que “após a recuperação, que será efectuada em conjunto com o IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, poderemos equacionar a abertura da torre com a devida segurança para usufruto dos muitos milhares de turistas que anualmente visitam esta vila medieval”.
A Torre do Relógio de Monsaraz serviu de cenário para o romance histórico “As Horas de Monsaraz”, de Sérgio Luís de Carvalho, publicado em 1997 pela editora Campo das Letras. Nele, o autor recua até à longínqua data de 1562, quando um juiz procura devolver à velha fortaleza um pouco do seu antigo prestígio e monumentalidade. Para tal, resolve edificar uma torre com um relógio. A acção teve contudo reacções diferentes, que levou a rivalidades entre os moradores de Monsaraz: para os burgueses e mercadores locais, homens “terrenos”, a torre seria um “símbolo de orgulho urbano”, mas para o vigário da aldeia ela iria contra a natureza, ritmada pelas estações, nas quais os homens “divinos” se reviam.
Fonte: C. M. Reguengos de Monsaraz
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Matança Tradicional do Porco
“Matança Tradicional do Porco”
Monsaraz, 22 de Janeiro de 2011
Jardim da Universidade
A partir das 9 Horas
História
O dia da “Matança Tradicional do Porco” foi sempre de festa, a que andam associados diversos ritos, entre os quais sobressaem os relacionados com as práticas alimentares. Mais ou menos de arromba, a festa ganha estatuto de “grande acontecimento” em algumas regiões, e ainda hoje é um bom pretexto para convívios, que juntam à volta da mesa familiares, amigos, vizinhos, alguns vindos de longe para a festa.
Com o tempo, é certo, tem vindo a perder terreno, quer pela mudança dos hábitos alimentares da população rural, quer pela mudança verificada nos usos e costumes, numa sociedade cada vez mais rápida, e onde é exigida a tomada de medidas sanitárias que se reflectem na produção e no abate dos porcos, assim como na transformação da sua carne.
Em alguns casos, mesmo em regiões mais apegadas à tradição, a matança tem tendência a desaparecer pura e simplesmente, pois em qualquer altura do ano as pessoas vão aos centros comerciais comprar a carne para fazerem os seus cozinhados ou até mesmo os seus próprios enchidos, os presuntos para curarem em casa, ou a carne para guardar na salgadeira.
A “matança tradicional do porco” no Alentejo é geralmente durante os meses de Dezembro e de Janeiro e inicia-se logo pela manhã cedo, regra geral logo a seguir ao nascer do Sol.
A partir deste tempo (DEZ/JAN) diz-se que já não é aconselhável matar os porcos porque a carne já não fica tão boa, ou seja, os enchidos não ficam bons.
O Grupo Cultural e Desportivo da Freguesia de Monsaraz, ao recriar este evento de carácter gastronómico e cultural, visa perpetuar a “tradição rural local”, seguindo o rito normal da “Matança Tradicional do Porco”e ao mesmo tempo proporcionar um dia de “Festa” e convívio entre os associados e seus convidados, e a população local.
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