POETIZAR MONSARAZ - VOL. II



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POETIZAR MONSARAZ – Volume II

POETAS:
Cecília Vilas Boas │ Isabel Vieira │ Inês Valadas │José Luís Outono │Manuel A. Belo Silva │Manuel Manços Assunção Pedro │ Manuel Sérgio │ Maria Antonieta Matos Maria José Lascas Fernandes │ Maria Pereira Gonçalves │ Rosa Guerreiro Dias

FOTÓGRAFOS:
António Caeiro │ David Ramalho │ João Fructuosa

PREFÁCIO:
Luís Filipe Marcão

EDITORA:
Coisas de Ler, Março 2014

COORDENAÇÃO:
António Caeiro


AQUISIÇÃO:
Postos de Turismo de Monsaraz e de Reguengos de Monsaraz.

Para encomendas, enviar e-mail para:

ou


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PREFÁCIO
Luis Filipe Marcão
ALGUMAS PALAVRAS



Conheço um sítio, uma torre sentinela, uma pedra, uma lua cheia de solidão, um crepúsculo afogueado, um castelo cuja sombra se projeta na planície de água. Sei de uma praça de silêncio, de ruelas com candeeiros pendurados na noite, de uma rua deserta e tão cheia de gente de histórias e de aromas. Conheço um parapeito onde se descobre uma paisagem que o garrote de Alqueva transformou num imenso espelho de água.  Conheço uma escada bordejada de luz, um torreão de cal e um horizonte a descobrir para lá das muralhas…



Conheço um olhar tripartido que atrás da objetiva capta e torna perpétuo, o momento, o gesto o instante raro. Sei de três fotógrafos, o António, o David e o João que nos revelam um lugar mágico, fonte de inspiração e inquietação capaz de despertar desafios e sensibilidades tão diferentes como as que encontramos neste poetizar.



Estamos em Monsaraz, em pleno Alentejo onde o sol ardente continuará a nascer e a ocultar-se em poentes de oiro, em escritos de cal em adiafas repartidas por açordas e gestos vagarosos.



“Para conhecer este lugar é preciso de corpo inteiro seguir a imponente fortaleza e a magia, sentir com a simultaneidade de todos os sentidos e só depois tatuar o nome nos vocábulos porque Monsaraz é verso solto dos poemas e guarda o rumor dos aloendros e o canto das cigarras nas pedras preciosas que alguém vai cinzelar.



As estrelas acariciam as pedras nuas do casario e pela praça aberta avaranda-se o silêncio.



Monsaraz em xisto, terra cal e sempre amassada, luz de feno, mar de amor… ninguém sabe das histórias contadas às pedras da calçada. Na pureza deste lugar, posso ver o tempo que passa que passou…e contemplar:



É o branco, é o negro, é o cinza e o azul / é calma, o sossego pousados no sul “


Estas são algumas das palavras com que os poetas nos brindaram e que complementam um trabalho fotográfico deveras notável. Parabéns ao António Caeiro coordenador deste projeto e a todos os que nele se envolveram tornando possível a sua publicação.                                    



Luís Filipe Marcão

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