Viva o Novo Ano

É verdade que este
local tem uma magia própria, genius locci, espécie de termas para o espírito de
quem precisa de um pouco de inspiração ou retemperar as forças criativas. Daqui
por alguns anos outros tomarão o nosso lugar à descoberta da originalidade. Com
que palavras encetaremos 2018?
As mesmas de sempre? Paz, saúde, Amor, fraternidade? Com que
desejos vou embrulhar o novo ano? Mais justiça, mais igualdade, mais
tolerância, mais dignidade e oportunidades?
Que projectos e
intenções trazemos escondidos na manga? As tais corridinhas de manhã para
abater tecidos adiposos, o largar de vez o cigarro? O tal mealheiro conta-gotas
para imprevistos, o curso que ficou em meio, os idiomas que nunca falámos? Os
livros que continuam na estante sem ser lidos, as palavras sem-abrigo que vivem
solitárias sem o aconchego de um poema?

Sempre fui um habitué
do dicionário, aquele livro volumoso que contém todos os vocábulos. Lembro-me
de gostar em particular do H talvez porque as palavras não eram assim tantas e
eu entendia que elas deveriam ter a mesma procura e importância que as outras
irmãs do alfabeto.
Para este ano de 2018 ainda a saber a
champanhe vou escolher humanização harmonia e humildade como pilares e
desígnios de novos hábitos que resgatem o homem e o transformem num hino de
alegria.
CRÓNICAS DO ALTO DA VILA
01.01.2018
(fotos: António Caeiro)
(fotos: António Caeiro)
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